A prática advocatícia tem mudado através dos anos. Mas ainda é personificada na figura do advogado. Com o foco voltado para ele, como o advogado deve agir na gestão para o escritório de advocacia, já que entende-se que dele depende o sucesso ou o fracasso do empreendimento?

Não existe uma resposta fácil, nem totalmente certa para essa pergunta. O que há são direcionamentos que podem contribuir para alcançar soluções capazes de conduzir para o caminho do crescimento. As dicas que constam abaixo podem ser consideradas como algumas das setas apontando o caminho. Mas é você quem decide se é interessante segui-las.

6 pontos a considerar na gestão para o escritório de advocacia

1- Construção da marca

A construção da marca é a primeira preocupação do advogado. Sem isso, pouca importância tem a gestão para o escritório de advocacia, pois é muito provável que não haverá nada para gerir.

A sociedade em que vivemos valoriza muito o nome. E é em cima do nome que o advogado deve trabalhar a sua marca jurídica. É a construção desse nome e o posicionamento dele no mercado darão o norte para a gestão. Assim como a gestão é que ajudará a posicionar a marca, em uma via de mão dupla.

2- Atendimento ao cliente

Os escritórios de advocacia maiores e mais atuais atendem os clientes de uma maneira semelhante às agências de publicidade: carteira de clientes.

Dessa forma, o escritório reúne as demandas de todos os clientes que necessitam de assessoria jurídica especializada em Direito trabalhista, por exemplo, para serem atendidos por um grupo de advogados especialistas que atuam sob a tutela de um líder. É com esse líder que os clientes entram em contato quando necessitam de algo.

3- Imagem perante o público

Em tempos de redes sociais, é preciso cuidar com a autoimagem. Muitos advogados usam esses canais para desvalorizar a própria profissão, reclamar dos resultados obtidos e não demonstram nenhuma atitude para mudar. Será esse o tipo de profissional que uma empresa ou uma pessoa contrata para si?

Embora a advocacia tenha os seus problemas e a Justiça brasileira também, o foco precisa estar na resolutividade, em fazer diferente.

Advogados que demonstram satisfação com a profissão e em trabalhar para que o ideal de Justiça seja alcançado é o tipo de profissional com que as pessoas esperam contar e com quem mantém relações duradouras.

4- Contratar pessoas proativas

Não há como pensar a gestão para o escritório de advocacia sem passar pela gestão de equipe.

Uma equipe integrada por pessoas com iniciativa e disposição para trabalhar tende a performar melhor. Para a gestão para o escritório de advocacia, isso significa mais ganhos e mais envolvimento com questões estratégicas.

Por isso, enquanto se planeja a gestão do escritório, dedicar tempo pensando no perfil das pessoas que se irá gerir é uma questão tática.

Pessoas que costumam se destacar e desejar o crescimento são aquelas que têm iniciativa. É preciso reconhecer esses talentos e um teste pode ajudar. É possível pedir para os advogados escreverem uma petição para determinado processo, por exemplo.

Digamos que um buscou um caso semelhante, um modelo pronto e elaborou a petição. E o outro pegou o processo, leu, tirou as próprias conclusões e com base nisso redigiu a petição. Qual tem mais chances de ser proativo e motivar-se para crescer?

5- Definir área de atuação

Encontrar a área de atuação é algo indispensável nos tempos atuais. Antes, os advogados atendiam a todas as demandas. Mas, conforme as relações  foram alteradas e a sociedade se organizou de outras formas, os advogados tiveram de se adaptar a esses novos modelos.

Os profissionais do Direito passaram, então, a ter de buscar uma especialidade em algo e a enxergar as oportunidades de mercado para definir em que área atuar e como atuar. Ter esses dois pontos definidos é insumo para a gestão para o escritório de advocacia.

6- Planejar o faturamento

Os escritórios correm um grande perigo quando dependem de apenas um ou dois clientes para garantir o faturamento. O que acontece quando esses clientes encerrarem o contrato com o escritório?

A chave para que essa situação não ocorra é pulverizar o faturamento, ou seja, ter contrato com empresas diversas. É dessa forma que a chance de se manter no mercado de advocacia se eleva e os riscos diminuem.

Algo que pode ser feito nesse sentido é mapear as empresas ou pessoas físicas que se deseja ter como cliente e traçar estratégias de aproximação para que um possível contrato seja efetivado. Há maior segurança na independência financeira.

E conforme o escritório ganhar maturidade no mercado, outras formas de gestão poderão ser implantadas para que o escritório ganhe cada vez mais espaço de atuação.