Tanto faz se você recém se formou e vai iniciar a carreira em Direito agora. Ou se já é um advogado experiente com desejo de empreender na advocacia. Em qualquer um dos cenários, uma coisa é certa: haverão desafios, e muitos, a serem vencidos.

É bem provável que seja necessário desenvolver os conhecimentos necessários para administrar o escritório de advocacia, de forma que ele se torne eficiente e rentável. Isso porque advogados tendem a ter um conhecimento técnico maior sobre a legislação e tudo o que a envolve. Em contrapartida, há menor compreensão sobre as ferramentas capazes de garantir sustentabilidade.

É preciso elevar as habilidades nesse sentido para empreender na advocacia. Um caminho pode ser descobrir as soluções que melhor se aplicam ao Direito. Afinal, um escritório de advocacia tem um propósito bem diferente de um supermercado. Dessa forma, há que se descobrir quais das soluções utilizadas pelas empresas são adaptáveis a área do Direito, sem a mercantilizar. É uma seleção que pode não ser fácil, mas que, com a ajuda desse post, de forma alguma torna-se não tão difícil assim. 😉

Dicas para empreender na advocacia sem erros

1. Estudar o mercado

Não há como abrir o próprio escritório de advocacia sem qualquer informação sobre o mercado em que se espera atuar. É imprescindível levantar dados como:

  • quantos profissionais estão advogando de fato na cidade ou região metropolitana em que está ou será localizado o escritório;
  • quais são as áreas de atuação desses advogados;
  • o porte dos escritórios (pequeno, médio ou grande);
  • se algum desses advogados é referência;
  • se existe alguma área em que é possível expandir a atuação;
  • qual é a demanda maior dos clientes desses escritórios.

Todas essas perguntas servem para definir estratégias. Não respondê-las já leva a um risco de insucesso. Ninguém quer perder antes de começar, então, a única alternativa é fazer essa pesquisa para que haja chance de o sucesso ser alcançado.

2. Escolher no que atuar

A verificação a respeito da existência de alguma área em que é possível expandir a atuação, sugerida no tópico acima, está muito relacionada a esta dica para empreender na advocacia. A escolha da área de atuação deve ser pautada não por assuntos em evidência, e sim em conhecimento de mercado e volume de demandas. Pois é onde há maior oportunidade.

Para citar um exemplo, de nada adianta optar por atuar com Direito tributário se o local em que o escritório está ou será sediado não possui um número de clientes que justifique essa opção. Talvez seja melhor oferecer assessoria relacionada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as empresas que o levantamento acima apontou que precisarão se adequar às normas.

Claro que um outro fator deve ser considerado aqui. Trata-se da afinidade com a área. A escolha tem de ser relacionada à preferência também. Caso contrário, a única coisa que poderá ser gerada é frustração. Por isso, dentre as opções existentes, o recomendado é priorizar aquela que irá despertar satisfação. Assim, há maior possibilidade de êxito.

3. Elaborar o planejamento do escritório de advocacia

Depois de estudar o mercado e escolher da área de atuação, é hora de elaborar o planejamento do escritório de advocacia. A realização de um bom plano pode fazer toda a diferença no momento de o advogado empreender, pois é uma ferramenta que auxilia na definição das metas e objetivos de curto, médio e longo prazo.

O essencial para desenvolver o planejamento é responder algumas perguntas a mais. Um delas é quanto ao que é preciso para abrir o escritório de advocacia. É um ponto de partida que permitirá, por exemplo, levantar os investimentos que precisam ser feitos e decidir se todos precisam ser realizados ou se é melhor esperar. Às vezes, aguardar até ter capital suficiente para investir pode ser mais estratégico do que já iniciar o atendimento com dívidas para honrar.

4. Usar menos recursos para alcançar melhores resultados

Controlar os investimentos e reduzir os recursos não significa, necessariamente, entregar menor qualidade na assessoria jurídica. Pelo contrário, há muito que pode ser feito, com menos, para fazer um excelente trabalho. Uma forma de começar é contratar serviços e ferramentas tecnológicas que ajudam a evitar gastos e acelerar os ganhos. Bons exemplos são buscar correspondentes jurídicos para serem parceiros e evitar se deslocar para fóruns localizados em outras cidades e adquirir um serviço de armazenamento do certificado digital na nuvem.

No fim, formas de vencer os desafios de empreender na advocacia não faltam. Só é preciso desapegar de conceitos e saber observar onde estão as reais oportunidades. E também dedicar-se a compreender conceitos essenciais como os listados anteriormente neste texto e aplicá-los. Não há receita pronta para o sucesso em qualquer meio, muito menos na advocacia. E nem precisa. Basta ter interesse em fazer acontecer e aplicar as orientações do Manual da gestão financeira para o escritório de advocacia. 😉